INOVAÇÃO

Evento nesta terça (21) celebrou o sucesso do produto, que protege contra a covid-19, com doações para DPI, HUB, Finatec e Hospital Região Leste

Da esquerda para a direita, o diretor da Life Care, Manoel Isidoro, a professora Suélia Fleury e o diretor de vendas Gilton Lage. Foto: Anástacia Vaz/Secom UnB

 

Após quase dois anos de pesquisas e testes, a máscara Vesta foi lançada oficialmente nesta terça-feira (21). Com isso, a Vesta passa a estar disponível para comercialização. Durante o evento de apresentação do respirador, no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB, foram doadas cerca de 5 mil máscaras do modelo para o Decanato de Pesquisa e Inovação (DPI), a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e o Hospital Região Leste (Hleste).

 

As máscaras serão distribuídas entre servidores da Universidade de Brasília (UnB) e profissionais da saúde dos dois hospitais. A disponibilização para as unidades da UnB vai ao encontro da orientação institucional de estimular o uso de máscara nos ambientes da Universidade. Outras 5 mil foram doadas nesta quarta-feira (22) à Prefeitura da Cidade de Goiás (GO).

 

A professora Suélia Fleury, da Faculdade UnB Gama (FGA), coordena o projeto que resultou na idealização do produto. Em 2020, ela foi informada pela então secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, que o mundo enfrentaria a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) devido ao aumento dos casos e à disseminação do novo coronavírus. “Eu recebi uma ligação da Fátima Mrué, que solicitou que começasse a pensar em soluções para a futura falta de equipamentos. Então reuni uma equipe para desenvolver uma máscara que tivesse capacidade de proteção eficaz”, recordou.

 

Pensada para oferecer proteção extra aos profissionais de saúde durante a pandemia, a Vesta é um respirador facial do tipo PFF2 (peça facial filtrante), sendo o primeiro com nanotecnologia de proteção contra vírus e bactérias. Sua barreira química é feita de quitosana, uma macromolécula extraída da carapaça de crustáceos, como camarão e lagosta. A máscara é descartável, de uso individual, e o modelo é dobrável.

Doação foi realizada com a presença dos representantes das unidades e instituições agraciadas e da equipe do projeto Vesta. Foto: Anástacia Vaz/Secom UnB

 

Cada unidade tem a durabilidade de dois anos (sem uso) e é reutilizável nos mesmos moldes de outros modelos PFF2. A Vesta é eficiente contra partículas sólidas e líquidas à base de água e é capaz de filtrar diversos vírus, especialmente da covid-19. Em maio, o produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Os estudos para a concepção foram realizados entre março de 2020 e maio de 2022. Para Suélia, o desenvolvimento da máscara é mérito de uma série de pessoas que doaram seu tempo à pesquisa: alunos, pesquisadores, professores, profissionais da saúde, iniciativa privada, além de cidadãos que ajudaram com recursos financeiros para o andamento do projeto.

 

“A UnB conseguiu levar para dentro da farmácia, para dentro do hospital, para dentro de casa, da nossa casa, essa proteção. E isso é uma realização nossa”, ressaltou a professora. 

 

A iniciativa é fruto de uma parceria da Universidade de Brasília com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e a produção está sendo realizada via indústria de produtos hospitalares Life Care e a fabricante de máquinas para soldar MCI Ultrassônica.  

 

Gilton Lage, diretor de vendas da Life Care, empresa que será responsável pela comercialização, contou como foi a experiência de lançar o produto em parceria com a instituição de ensino. “Entramos nesse projeto com bastante prazer e boas expectativas, e ficamos bastante honrados com o resultado.”

 

Ele compartilhou que chegar ao produto final com boa qualidade e valor justo foi uma grande conquista do projeto. “Tínhamos a preocupação de ter perdido tempo, de ter lançado [o produto] depois do necessário, porém, nós vamos entregar para a sociedade um produto com tecnologia ímpar”, finalizou Gilton. A UnB receberá uma parte dos royalties da venda dos respiradores faciais.

 

CONTINUIDADE – Novas rodadas de estudos clínicos serão realizadas em julho, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). Além da verificação de aspectos como conforto e usabilidade, serão geradas novas amostras para análises estatísticas de contaminação pelo vírus H1N1. A previsão é que sejam enviadas mais 100 mil máscaras ao Hran para o prosseguimento da pesquisa.

 

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