HISTÓRIA DE EXCELÊNCIA

HUB integra o Sistema Único de Saúde e destaca-se em inúmeras áreas, tanto no atendimento ao público como na formação de pessoas

Cuidar e ensinar fazem parte da missão do Hospital Universitário de Brasília (HUB), situado na Asa Norte da capital federal, junto ao campus Darcy Ribeiro da UnB.

 

Neste mês de agosto, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) completou 49 anos. E embora tenha passado por algumas mudanças de nome e gestão, desde 1972 tem desempenhado papel fundamental no atendimento à população e na formação de gerações de profissionais da saúde. No momento presente, o hospital tem obtido destaque também no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, notabilizando-se em diversas frentes: efetuou testes da CoronaVac, tratou pacientes vindos de Manaus, ampliou leitos para pacientes de covid-19 e oferece assistência aos pacientes que apresentam sequelas da infecção.

Professora da Faculdade de Medicina (FM) da UnB, Elza Noronha atua como superintendente do HUB desde 2017. A médica conta que um dos maiores desafios de contribuir no combate à covid-19 foi a rapidez com que a estrutura física do hospital e os trabalhadores tiveram que ser preparados para a situação, em especial para os testes da CoronaVac: após o acionamento do hospital, foram cerca de quatro meses até a adaptação adequada das instalações e e preparação dos cerca de 800 profissionais envolvidos. “A experiência de estar a frente do HUB tem sido muito gratificante. Estamos avançando muito rápido e temos um financiamento mais adequado. Conseguimos uma resposta muito rápida à covid-19 e continuamos cuidando de outros pacientes”, conta.

No ano de 2020, o HUB fez história, ainda, ao realizar a primeira captação múltipla de órgãos de um doador falecido, procedimento que exige muita agilidade e grande mobilização. Além disso, ofereceu um curso de formação para médicos da Nicarágua, ministrado de forma on-line para mais de 3 mil inscritos. Também passou a oferecer serviços de telessaúde, visando, principalmente, atender às demandas da população indígena, iniciativa muito elogiada pelos pacientes, que se sentiram acolhidos pelo projeto. A atuação remota só aumentou a excelência já demonstrada em procedimentos de alta complexidade, como tratamento de pacientes com câncer, hemodiálises e cirurgias cardíacas.

O Hospital Universitário foi cedido à Universidade de Brasília pelo Instituto Nacional da Assistência Médica e Previdência Social (Inamps) no ano de 1990. Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

HISTÓRIA – Inaugurado em 1972, o hospital passou a ser administrado pela UnB em 1979 e cedido formalmente à instituição de ensino em 1990, sem um orçamento definido e sem quadro de pessoal estabelecido. Docente da FM e profissional do HUB desde a década de 1990, Ricardo Martins conta que foi difícil ajudar a gerenciar a unidade e prestar um serviço de qualidade no ensino e na assistência nos primeiros anos.

“Os problemas eram graves e inúmeros, mas durante todos esses anos nunca deixamos de ter o apoio incondicional da comunidade universitária e de todos os reitores e decanos da UnB. Hoje podemos prestar serviços com qualidade, assistência, ensino e pesquisa. Ainda temos muito a melhorar, mas temos muito a nos orgulhar do que fazemos no HUB”, avalia.

>> Confira a linha do tempo do HUB

Foi o HUB que realizou o primeiro transplante renal de Brasília. O evento colocou a instituição no mapa como uma das melhores para esse tipo de operação. Outro destaque da unidade é o transplante de córnea. Ricardo Martins conta que as operações de transplante exigem sempre muito esforço de todos os trabalhadores do hospital, mas ressalta que a atuação nessa área qualifica ainda mais a assistência prestada aos pacientes.

FORMAÇÃO DE TALENTOS – A maior parte do público atendido pelo HUB vem das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Apesar do protagonismo no atendimento a essa população, Elza Noronha, Ricardo Martins e o professor José Alfredo Lacerda, profissional do HUB há cerca de 30 anos, afirmam que o principal papel do Hospital Universitário é formar bons profissionais, que exerçam seus conhecimentos com maestria para o bem da comunidade, seja no DF, em outras regiões ou no exterior.

Desde 2013, o HUB é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

Lacerda enumera como diferenciais do HUB o compromisso, a dedicação e o humanismo presentes no processo de acolhimento dos profissionais. “Essa formação de talentos não está só na área da saúde, pois o hospital é um grande laboratório para estudantes de vários nichos da UnB: Arquitetura, Engenharia, Administração, Direito etc.”, explica Ricardo Martins. De acordo com ele, a missão de excelência em ensino da instituição leva a ganhos na pesquisa e nos atendimentos prestados.

Atualmente, o HUB possui um dos melhores e mais concorridos programas de residência médica e multiprofissional do país, almejado por estudantes de todo o Brasil. A diretora Elza Noronha explica que a prova para entrada no programa possui parte prática, o que ajuda a instituição a selecionar estudantes que combinem com o perfil visado pelo hospital. Após a formação, grande parte dos médicos oferecem suas habilidades ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa tem tido grande crescimento ao longo dos últimos anos, no HUB, em especial a partir da criação da Gerência de Ensino e Pesquisa, que possibilitou o firmamento de parcerias com diversos programas de pós-graduação da UnB. Os programas de pós-graduação da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Ciências da Saúde, por exemplo, receberam maiores notas em suas avaliações pela Capes em razão de pesquisas empreendidas no ambiente hospitalar. Nestes quase 50 anos de história, o desejo dos gestores e dos pacientes é pela continuidade da parceria de sucesso.

 

Mensagem da administração do HUB comemora os 49 anos do hospital. Imagem: Ebserh

 

*estagiária de Jornalismo na Secom/UnB.

 

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