CIÊNCIA

Instrumento inovador criado na pandemia de covid-19 terá nova classificação, consolidando-o como equipamento de proteção a profissionais de saúde


UnBTV acompanhou a solenidade na CLDF e registrou a homenagem à equipe da UnB que tornou a máscara Vesta realidade.

 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou sessão solene em homenagem à Vesta, máscara desenvolvida na UnB com tecnologia capaz de inativar vírus e bactérias. O reconhecimento público destaca a relevância científica e social do equipamento, criado por um grupo multidisciplinar da Universidade ao longo de cinco anos de pesquisa.

 

Produzida com nanotecnologia, a Vesta é composta por cinco camadas protetoras: quatro barreiras físicas e uma camada tecnológica com nanopartículas que desativam microrganismos ao entrarem em contato com o tecido. A inovação amplia a proteção dos profissionais de saúde e representa um avanço estratégico para o enfrentamento de epidemias. 

Autoridades e pesquisadores da UnB estiveram presentes na sessão solene da CLDF em homenagem à pesquisa institucional que resultou na máscara Vesta. Foto: Rinaldo Moreli/Agência CLDF

 

“Foi a primeira máscara com nanotecnologia produzida no Brasil com atividade antiviral”, destacou a professora Marcela Lemos, da Faculdade UnB Planaltina (FUP). Ela antecipa que o equipamento vai receber nova classificação, passando de PFF2 para PFF3, o que permitirá sua utilização em ambientes hospitalares com maior risco de contágio.

 

“Acredito que estaremos muito mais preparados em uma eventual nova epidemia ou em situações que exijam proteção ainda maior”, afirmou em entrevista à UnBTV após a solenidade, realizada em 6 de fevereiro.

 

PESQUISA – O desenvolvimento da Vesta envolveu docentes da UnB e colaboradores de outras instituições, em um esforço conjunto que integrou pesquisa laboratorial, ensaios clínicos e etapas de regulamentação. O professor Rodrigo Carregaro, da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS), UnB Ceilândia, coordenou o ensaio clínico realizado entre 2021 e 2023.

 

“Foram de quatro a cinco anos de trabalho, com testes de bancada, ensaio clínico e a finalização de relatórios técnicos. Foi uma caminhada longa, cansativa, mas muito prazerosa. Esse evento fecha com chave de ouro a trajetória do projeto”, ressaltou.

 

A professora Graziela Joanitti, do Instituto de Ciências Biológicas (IB), explicou o diferencial da tecnologia empregada. “As nanopartículas têm efeito antiviral. A máscara não é apenas uma barreira física, mas também uma barreira ativa, que pode eliminar o vírus, protegendo ainda mais o profissional de saúde”, afirmou.

 

Relembre o que a Secom/UnB já contou sobre a Vesta:

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RECONHECIMENTO – A sessão solene na CLDF reconheceu a contribuição da Universidade de Brasília para a saúde pública e para o desenvolvimento científico nacional. A homenagem reforça o papel da universidade pública na produção de conhecimento aplicado, com impacto direto na proteção da população e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

 

“Em março de 2020, quando a pandemia da covid-19 revelou a fragilidade do país diante da escassez de equipamentos de proteção, pesquisadores da UnB fizeram uma escolha. Naquele momento, poderiam ter esperado, poderiam ter alegado que faltavam recursos, estrutura e tempo. Em vez disso, reuniram mais de 90 pessoas de diferentes áreas e começaram a trabalhar voluntariamente, em regime de urgência, movidos por convicção simples, qual seja, de que o conhecimento podia salvar vidas. O resultado dessa mobilização foi a máscara Vesta. O primeiro equipamento desenvolvido no Brasil capaz de matar vírus e bactérias”, destacou o deputado Rogério Morro da Cruz (PRD) na abertura da solenidade.

 

A trajetória da Vesta evidencia a capacidade da UnB de transformar pesquisa em inovação tecnológica, articulando ciência, testes clínicos, regulamentação e transferência de tecnologia até a comercialização do produto. O reconhecimento legislativo simboliza não apenas o sucesso do projeto, mas também o compromisso da Universidade com soluções que respondem a desafios reais da sociedade.

 

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