INTERNACIONALIZAÇÃO

Em encontro com o embaixador Zhu Qingqiao, reitora e vice-reitor discutiram ações para ampliar cooperação, como criação de centro de pesquisa e mais intercâmbio

O vice-reitor Enrique Huelva, a reitora Márcia Abrahão e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, conversaram também sobre aumentar o investimento no Instituto Confúcio na UnB. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

A reitora Márcia Abrahão e o vice-reitor Enrique Huelva receberam na Universidade de Brasília o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, para tratar sobre as possibilidades de cooperação com universidades e empresas chinesas. A conversa aconteceu nesta quarta (19), no Salão de Atos da Reitoria. A criação de um Centro de Pesquisa Brasil-China, o intercâmbio de estudantes e professores, a aprendizagem dos idiomas nativos (português e mandarim) e mais investimento no Instituto Confúcio estão entre as prioridades da parceria.

“O presidente Lula esteve na China e pediu uma intensificação das nossas colaborações em todos os setores, educacional, cultural, esportivo, entre outros. Ele disse que a educação é a ferramenta para que as nossas sociedades possam se conhecer e estamos trabalhando arduamente”, disse o embaixador, que contou também ter visitado o ministro da Educação, Camilo Santana, para tratar da cooperação bilateral.

A reitora Márcia Abrahão lembrou a importância de ter um presidente que coloca a educação como um pilar para o desenvolvimento do país e disse que o Parque Científico e Tecnológico (PCTec) da UnB pode receber empresas chinesas interessadas em desenvolver parcerias.

“As decisões que vocês tomaram, sempre baseadas na ciência, refletem no altíssimo nível da educação. Gostaria de destacar a nossa parceria com a vacina e a seriedade com que vocês trabalharam durante a pandemia de covid-19”, reconheceu. A reitora sugeriu a criação de um Centro de Pesquisa Brasil-China na UnB.

O embaixador ressaltou que a China está expandindo suas empresas para a América Latina e que em 2024 abrirá uma fábrica de carros elétricos e híbridos no interior de São Paulo. “Nossa parceria entre empresas e universidades é fundamental. A Vale, por exemplo, tem uma pesquisa com uma universidade chinesa sobre energia de baixo carbono.”

Segundo Zhu Qingqiao, há mais de 40 milhões de estudantes no ensino superior chinês. A cada ano, mais de nove milhões ingressam. “Nossa meta é nos tornarmos uma potência educacional para suportar a modernização do nosso país. O Brasil é a potência da América Latina, com o grau muito elevado de educação”, disse.

Aulas de português são ofertadas em cem universidades chinesas. Instituto Confúcio da UnB já formou mais de 3 mil pessoas em mandarim. Foto: Raquel Aviani/Secom UnB

 

Ele lembrou que a declaração conjunta, assinada em abril pelos presidentes Lula e Xi Jinping, elege o ensino dos idiomas (português e mandarim) e o intercâmbio entre jovens como pontos fundamentais da cooperação na área de educação. Na China, cem universidades oferecem aulas de português. Além disso, há 17 centros de estudos sobre América Latina e três que desenvolvem pesquisas especificamente sobre o Brasil.

INSTITUTO CONFÚCIO – O vice-reitor Enrique Huelva, que também é diretor do Instituto Confúcio, contou que já foram formadas mais de 3 mil pessoas em língua chinesa, em diferentes níveis. Em 2024, o instituto completa 15 anos de existência na UnB. “É estratégico ter o instituto aqui porque atende diferentes ministérios, Polícia Federal e Exército, por exemplo. A demanda tem crescido e nós precisamos ter mais professores”, disse.

PARCERIA – Uma comitiva da China, da Agricultural University, instituição centenária localizada em Pequim, especializada em agricultura, biologia, engenharia, medicina veterinária, economia, administração, humanidades e ciências sociais, esteve na UnB. Foi assinado em junho um Memorando de Entendimento com a Zhejiang University International Business School, durante celebração do Jubileu de Pérola (30 anos) da Cooperação Brasil-China.

Em agosto, três estudantes da Sichuan University of Science and Engineering chegarão à UnB e se juntarão a outra estudante que já está na Universidade desde março. “As relações com a China estão especialmente estreitas e frutíferas. Esses estudantes irão morar em apartamento da Universidade destinado para estrangeiros”, comentou o secretário de Assuntos Internacionais, Virgílio Almeida.

 

 

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