ORÇAMENTO

Verba não é recebida há três meses. São mais de R$ 5 milhões não pagos em auxílios a estudantes em situação de vulnerabilidade e a obras em andamento

Decanos Ileno Izídio (esq.), Abimael Costa (centro), Denise Imbroisi (dir.) salientaram, em encontro com a deputada federal Erika Kokay, impactos da ausência dos recursos de emendas parlamentares em áreas como a assistência estudantil. Foto: Beto Monteiro/Ascom UnB


A decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional da Universidade de Brasília (UnB), Denise Imbroisi, o decano de Administração, Abimael Costa, e o decano de Assuntos Comunitários, Ileno Izídio, estiveram no gabinete da deputada federal Erika Kokay (PT) para pedir apoio junto ao Governo Federal para a liberação dos recursos de emendas parlamentares. A deputada é a autora, dentro da bancada do Distrito Federal, da indicação do orçamento destinado à assistência estudantil. A reunião ocorreu na noite de quinta-feira (3).

Abimael Costa entregou à deputada o documento com os valores liquidados (aguardando pagamento) de emendas. São R$ 5,6 milhões, sendo que R$ 967 mil são de emendas individuais e 4,7 milhões de emendas da bancada federal do DF. O recurso é utilizado para pagar auxílio financeiro de estudantes em situação de vulnerabilidade – indígenas, quilombolas –, auxílio saúde mental, bolsas de estudo, auxílio para pesquisadores, projetos acadêmicos, entre outros.

Despesas de três obras em andamento também estão incluídas no montante. As emendas individuais não são pagas desde dezembro de 2022, e as emendas de bancada, desde janeiro de 2023.

“Viemos pedir o seu apoio, porque a situação é muito preocupante. A reitora enviou ofícios ao Ministério da Educação e aos deputados que destinaram as verbas à UnB, mas já estamos entrando no terceiro mês e ainda sem previsão de receber. Além dos nossos beneficiários da assistência estudantil, temos os trabalhadores das obras”, disse Imbroisi à deputada.

Ileno Izídio contou que muitos estudantes precisaram abandonar tratamentos com psicólogos e psiquiatras por falta de dinheiro, além de estudantes que vieram morar em Brasília e dependem exclusivamente desse apoio e estão desassistidos. “É muito preocupante mesmo. A Universidade sempre recebe apoio dos parlamentares do DF, principalmente, para a assistência estudantil. Toda a nossa comunidade sabe do comprometimento da bancada do Distrito Federal com a UnB.”

A deputada afirmou que levará a questão à bancada de parlamentares do Distrito Federal na segunda-feira (6) e entrará em contato com a SRI.

 

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