CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

Projeto alcançou primeira colocação no IEE Brazil Council. Outras duas iniciativas estudantis também foram agraciadas

Ação Girls.com Day apresentou oportunidades em áreas de tecnologia para 160 estudantes dos ensinos fundamental e médio. Foto: Divulgação/Meninas.comp


A ideia colocada em prática em 2010 buscava aumentar a presença feminina na Ciência da Computação e diminuir a evasão das estudantes. A luta ganhou corpo e o Projeto Meninas na Computação, o Meninas.comp, passou a articular a atuação de mulheres em atividades de ensino, pesquisa e extensão na Universidade de Brasília.

Em julho, o projeto obteve a primeira colocação, em Curitiba (PR), no prêmio anual do comitê de atividades estudantis (SAC) do IEEE Brazil Council, braço nacional do Instituto de Engenheiros, Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), organização presente em mais de 190 países. 


O Meninas.comp venceu na categoria Casos de Sucesso: Projeto WIE (da sigla em inglês para mulheres na engenharia). O prêmio foi recebido pela ação Girls.com Day, realizada em outubro de 2025, no campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. O evento apresentou as carreiras em Ciência da Computação e Engenharia da Computação para 160 meninas dos ensinos fundamental e médio. Foram realizadas oficinas práticas, atividades interativas e visitas a laboratórios de informática e outros espaços acadêmicos. Todas as atividades tiveram a condução de mulheres que atuam em áreas de tecnologia. 


“Este é um reconhecimento ao trabalho do Meninas.comp na inclusão de meninas e mulheres na computação”, diz a professora do Departamento de Ciência da Computação (CIC) Maristela de Holanda, coordenadora e uma das fundadoras do projeto, ao lado das colegas docentes Aletéia Araújo e Maria Emília Walter. Além das ações para aumentar a presença feminina na área, a iniciativa inclui o desenvolvimento e o aprimoramento de tecnologias. Caixa d’água inteligente, horta inteligente e otimização de placas solares estão no portfólio do grupo.


Maristela de Holanda ressalta que o ingresso e o acompanhamento de alunas seguem como principais premissas do projeto. Ela também destaca a presença frequente no Programa Mulheres e Meninas na Ciência, iniciativa dos decanatos de Extensão (DEX) e de Pesquisa e Inovação (DPI), e da Secretaria de Direitos Humanos (SDH). “Estamos presentes em todas as edições. Encerramos o nosso ciclo do edital 2025/2026 apresentando o que desenvolvemos na área de segurança cibernética, IA, programação e robótica.” 

Caixa d'água inteligente e outras soluções tecnológicas fazem parte das inovações lideradas pelo grupo. Foto: Divulgação/Meninas.comp


ESPAÇO PARA ELAS – A estudante de Engenharia de Redes Gisele Ribeiro integra o grupo há um ano e compartilha que as ações auxiliam meninas a "ocupar seu espaço em uma área que ainda é majoritariamente masculina”. 

 

“Gostaria de destacar a importância da inclusão digital para meninas desde cedo, especialmente por meio das visitas que realizamos às escolas públicas. Além de conscientizar sobre o uso seguro e responsável da internet, temos a oportunidade de mostrar que a tecnologia também é um espaço para elas”, afirma ela, que integra a gestão da Frente de Segurança Cibernética do projeto.

 

Aluna de Engenharia Elétrica, Márcia Vieira tem vivência e percepção semelhantes. “Hoje, temos meninas que conheceram o Meninas.comp por meio das atividades realizadas nas escolas e que, a partir desse contato, decidiram ingressar em cursos da área de tecnologia”, diz ela, que também está há um ano no projeto.

Ramo estudantil da UnB é reconhecido em segundo lugar no evento de Curitiba. Foto: Divulgação/Ramo Estudantil IEEE UnB  


MAIS DESTAQUES NO IEEE – Outros dois projetos da UnB terminaram na segunda colocação entre os casos de sucesso do IEEE: A Fábrica de Sonhos, na categoria Desenvolvimento de Membresias, e o ConectaIEEE, em Gestão e Parcerias. O primeiro é um modelo para anunciar e aprimorar o recrutamento do Ramo Estudantil IEEE UnB, que é o maior do país e conta com cerca de 150 membros. Um ramo é uma representação local do instituto, liderada por estudantes e acompanhada por docentes.


Já o ConectaIEE é uma plataforma digital voltada para a gestão integrada de ramos estudantis. O projeto busca simplificar e melhorar o tráfego de dados e informações na condução dessas unidades.


O estudante de Engenharia Elétrica e presidente do ramo da UnB, Diogo Schwartz, acrescenta que a representação da Universidade conquistou o terceiro lugar no quesito Ramo Estudantil Exemplar. “Os casos de sucesso são o maior reconhecimento dentro do IEEE Brasil, no qual todos os ramos do país competem com seus projetos de destaque”, diz ele, que também menciona a transformação do ramo local em projeto de extensão.

 

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