A Universidade de Brasília e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram, em 16 de abril, um Acordo de Cooperação Técnica para o aprimoramento da Plataforma Brasileira de Sustentabilidade das Organizações (SOrgBrasil). De livre acesso, a ferramenta foi lançada no fim de 2025 para suprir a lacuna de um sistema de avaliação ESG (do inglês, Environmental, Social and Governance) que combine rigor científico e credibilidade pública.
A reitora Rozana Naves considera que a formalização da parceria com o Sebrae representa um grande passo de colaboração para que a plataforma apresente os resultados esperados, inclusive na formulação de políticas públicas. “Estamos colocando à disposição do poder público instrumentos reais para executar uma gestão por meio de dados confiáveis e seguros, ao mesmo tempo que permitimos o alcance não somente das informações, mas dos mecanismos possíveis de realização de ações ESG para o segmento dos pequenos negócios e grupos sub-representados dentro desse universo." O acordo tem validade de dois anos.
A plataforma SOrgBrasil é desenvolvida de forma colaborativa a partir de um projeto de pesquisa liderado pela UnB e financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Além de informações qualificadas e ambiente de aprendizagem, a ferramenta oferece gratuitamente avaliações da maturidade da empresa em aspectos relacionados às práticas ESG, bem como ambiente de relacionamento e troca de experiências entre as empresas.
Coordenador do projeto, o professor Maurício Amazonas, do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), explica que, após realizar as avaliações, o empreendedor recebe relatórios da empresa com recomendações sobre como avançar em práticas ESG, de acordo com as principais referências de avaliação de ESG que existem no Brasil e no mundo. “A plataforma apresenta uma síntese dos mais importantes sistemas de avaliação em ESG, incluindo as normas brasileiras da ABNT, o índice da B3, que é Bolsa de Valores de São Paulo, e o Instituto Ethos”, detalha.
De acordo com a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, a parceria é estratégica, pois a agenda ESG precisa cada vez mais ser mais acessível aos pequenos negócios. “A percepção dos donos de micro e pequenas empresas, principalmente os MEIs, é que o tema é muito complicado e caro para implementação. Na verdade, ESG não é uma pauta difícil, mas no diálogo do dia a dia, ela ainda é”, diagnostica.
*com informações da Agência Sebrae.
