INFRAESTRUTURA

Proposta do projeto TAIPAS prevê novo uso para o espaço, com foco em impacto social e parcerias. Colegiado aprova relatório anual e analisa aditivo contratual com o BNDES

Colegiado ressaltou a importância de dar função ao Edifício OK, que estava há cerca de dez anos sem uso, gerando custos para a Universidade. Foto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

O Conselho Diretor da Universidade de Brasília (UnB) se reuniu para discutir a proposta de destinação do Edifício OK, localizado no Setor Comercial Sul. O colegiado também apresentou o Relatório de Atividades referente a 2025 e um termo aditivo ao contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O encontro ocorreu na terça-feira (7), no Salão de Atos da Reitoria.

A proposta de nova utilização do Edifício OK prevê a transformação do espaço no projeto TAIPAS UnB – Território de Ação, Inovação e Participação Social, com foco na criação de um ambiente voltado à articulação entre Universidade, poder público e sociedade civil.

A reitora Rozana Naves explicou que a iniciativa está alinhada à missão institucional da Universidade. “Estamos reorganizando parte dos nossos espaços físicos, em especial as edificações comerciais, para o cumprimento da missão da Universidade, que envolve também a articulação com a sociedade”, afirmou. Ela destacou que o edifício estava há cerca de uma década sem destinação, gerando custos contínuos para a instituição. “Isso representa um prejuízo e evidencia a necessidade de dar uma função a esse espaço”, reforçou.

A proposta busca consolidar o edifício como um espaço de inovação social, voltado ao desenvolvimento de ações coletivas, economia solidária e produção de conhecimento conectada às demandas da sociedade. Inspirado na técnica da taipa, que remete a processos construtivos coletivos, o projeto propõe uma ocupação baseada na colaboração, na troca de saberes e no fortalecimento de redes sociais e institucionais.

A solução recebeu avaliação positiva dos conselheiros. Para a conselheira Maria da Glória dos Santos, a iniciativa reforça o papel social da Universidade. “É muito importante dar essa destinação a projetos voltados para a população. A UnB tem um papel histórico em Brasília, e associar seu nome a uma iniciativa como essa, em parceria com outros atores, é fundamental”, afirmou.

Na mesma linha, a conselheira Sandra Costa pontuou o potencial transformador da proposta. “É um projeto que transforma um ativo físico em um espaço de impacto social, especialmente em uma área historicamente marcada pela desocupação. A UnB pode assumir um papel central nessa articulação, levando conhecimento e integrando diferentes iniciativas”, avaliou.

O plano também considera o contexto do Setor Comercial Sul, caracterizado pela presença de trabalhadores, coletivos culturais e organizações da sociedade civil. Nesse cenário, o edifício é pensado como um espaço de integração dessas iniciativas, com previsão de estruturas como salas de aula, áreas para eventos, laboratórios e espaços destinados a projetos institucionais e parcerias.

A proposta será encaminhada para apreciação do Conselho de Administração (CAD), após análise jurídica em curso. “O processo está na Procuradoria [Federal junto à UnB], e a expectativa é levar a proposta para deliberação do CAD na próxima reunião, já com os instrumentos jurídicos adequados para formalizar as parcerias”, adiantou a reitora.

RELATÓRIO – Outro destaque foi o Relatório de Atividades do Conselho Diretor referente ao ano de 2025, que reúne as principais discussões, deliberações e encaminhamentos realizados ao longo do período. O documento segue uma exigência regimental e consolida o funcionamento do colegiado ao longo do ano. “O relatório é elaborado a partir do acompanhamento das reuniões e precisa ser aprovado pelo Conselho Diretor antes de ser encaminhado ao CAD, garantindo transparência e possibilidade de contribuições dos membros”, disse Rozana Naves.

A reitora também lembrou que 2025 foi um ano atípico para o colegiado, marcado por mudanças na composição. “Tivemos um período com redução de quórum, em função de recomposições que dependiam de nomeação pelo MEC, o que impactou o ritmo das reuniões ao longo do ano”, completou.

CONTRATO – Também foi apresentada proposta de termo aditivo ao contrato firmado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito das ações de requalificação do patrimônio imobiliário da Universidade. A proposta prevê ajustes técnicos e a inclusão de novos estudos, e seguirá em análise pelas instâncias competentes, sem data definida para apreciação pelo Conselho de Administração.

 

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