INCLUSÃO

Iniciativa busca integrar estudantes à vida universitária. UnB conta com núcleo para apoio a este público

Estudantes confraternizam nos jardins do Instituto de Química. Foto: Anastácia Vaz/Secom UnB

 

Os estudantes neurodiversos da UnB foram recebidos com um piquenique de boas-vindas nesta segunda-feira (31), nos jardins do Instituto de Química, no campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. Há três anos, o encontro reúne estudantes de diferentes cursos, da graduação e pós-graduação, para celebrar o início e término de cada semestre letivo.

 

Demonstração de que a Universidade é um espaço democrático e para todos, a iniciativa é promovida pelo Núcleo de Autismo e Neurodiversidade da UnB, vinculado ao Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos (Caep), e tem o apoio das diretorias de Acessibilidade (Daces/DAC) e de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária (Dasu/DAC).

 

“A gente acredita que a inclusão só acontece quando há integração”, diz o estudante do bacharelado em Artes Talles de Oliveira, 23 anos, responsável pela organização do evento. O encontro busca, segundo ele, promover a interação entre alunos típicos e neuroatípicos. “É um evento para toda a comunidade, não somente para que alunos neuroatípicos interajam entre si, mas para promover a integração desses alunos com a UnB como um todo”, destaca ele, que é diretor de eventos no Núcleo de Autismo e Neurodiversidade. 

Talles de Oliveira estuda Artes na UnB e é diretor de eventos no Núcleo de Autismo e Neurodiversidade: “A gente acredita que a inclusão só acontece quando há integração”. Foto: Anastácia Vaz/Secom UnB

 

SAIBA MAIS – Criado em 2019, o Núcleo de Autismo e Neurodiversidade da UnB busca estabelecer espaços de apoio e interação para as pessoas autistas e neurodiversas. O conceito de neurodiversidade inclui pessoas com TDAH, superdotação, dificuldades de aprendizagem, deficiência intelectual e transtornos de personalidade.

 

“O núcleo surgiu como um grupo terapêutico e depois ele foi ganhando corpo. É um projeto de extensão, mas a gente também se vê como um movimento estudantil de permanência”, diz Talles. “Quando o aluno consegue se inserir e criar relações sociais aqui dentro, a gente acredita que isso também é uma forma de mantê-lo na Universidade”, observa.

 

Outras atividades oferecidas são o CineNeuro, com apresentação e discussão de filmes sobre o tema. Além de promover ações de acolhimento, realizar pesquisas sobre inclusão e neurodiversidade e desenvolver um trabalho de conscientização para a convivência nos campi, o núcleo oferece consultorias, oficinas, palestras. A ideia é capacitar a comunidade e desenvolver práticas educacionais e sociais inclusivas que garantam direitos e a plena cidadania do estudante neurodiverso.

 

Desde sexta-feira (27), os estudantes neurodivergentes também passaram a contar com apoio pedagógico especializado. O serviço é oferecido presencialmente às sextas-feiras, das 9h às 12h, na sala 7 do prédio FE 1, na Faculdade de Educação (FE), campus Darcy Ribeiro. A ideia é ajudá-los com orientações gerais para a realização de tarefas e atividades acadêmicas.

 

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