A Universidade de Brasília sediou, nestas segunda (8) e terça-feira (9), o 1º Encontro Nacional da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), reunindo representantes do governo federal, parlamentares, gestores públicos e organizações comunitárias de educação popular de todo o país. Realizado no auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), o encontro marcou o primeiro grande movimento nacional da rede desde sua criação, em 2025, e consolidou a agenda de fortalecimento dos cursinhos populares como política de Estado.
A reitora Rozana Naves destacou o compromisso histórico da Universidade de Brasília com a democratização do acesso ao ensino superior e com a valorização das iniciativas de educação popular. Ela ressaltou a importância de manter a UnB como espaço aberto à sociedade, em diálogo permanente com as realidades e os territórios do país. “Os cursinhos populares representam uma ponte entre sonhos e oportunidades, e fortalecê-los como política de Estado é afirmar que ninguém deve ficar para trás na construção do futuro do Brasil”, disse.
A rede CPOP integra o Programa Diversidade na Universidade e oferece suporte técnico e financeiro a iniciativas comunitárias que preparam estudantes socialmente vulnerabilizados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior e reduzir desigualdades históricas que limitam a entrada de jovens de baixa renda nas universidades públicas.
A mesa de abertura do encontro contou também com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, do secretário executivo do MEC, Leonardo Barchini, da secretária secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), Zara Figueiredo, e da senadora Teresa Leitão, presidenta da Comissão de Educação e Cultura do Senado. A coordenação foi conduzida por Zara Figueiredo.
ATIVIDADES – Nas atividades ao longo dos dois dias, representantes de cursinhos populares de todas as regiões do país trocaram experiências, apresentaram práticas pedagógicas e participaram de debates sobre educação popular, organização comunitária e articulação com políticas públicas.
A tarde do primeiro dia foi marcada pelo painel Estado, Política e Educação Popular, que reuniu lideranças de movimentos sociais e coletivos culturais. O segundo dia deu continuidade às discussões com mesas temáticas e rodas de conversa voltadas à construção de estratégias conjuntas para fortalecer a rede.
A expectativa é que o intercâmbio promovido na UnB contribua para ampliar a atuação das organizações, fortalecer metodologias próprias de educação popular e garantir que mais jovens tenham condições de acessar e permanecer no ensino superior.
