TECNOLOGIA

Em painel do Edtechs, reitora Rozana Naves falou sobre avanços da UnB em formação e infraestrutura científica na área

A reitora Rozana Naves integrou o painel Perspectivas: o futuro da educação, IA e a realidade das escolas. Foto: Júlio Minasi

 

A reitora da UnB, Rozana Naves, participou, nesta terça-feira (24), da 4ª edição do Edtechs: o futuro da educação. O evento foi realizado pelo TeleSíntese, no auditório da Telebras, em Brasília, e reuniu debatedores de diferentes setores para discutir os impactos da inteligência artificial na educação.

 

A gestora integrou o painel Perspectivas: o futuro da educação, IA e a realidade das escolas, com foco no debate sobre formação docente, ética e personalização do ensino. Na oportunidade, Rozana destacou que a inteligência artificial trará mudanças no papel do professor como mediador e que ele deve ensinar aos alunos o uso adequado das IAs para que possam fazer as perguntas corretas.

 

“A gente fala da educação mediada por tecnologias e a IA é um recurso pedagógico a ser utilizado na prática docente”, pontuou. “A novidade é o desafio do professor saber ensinar o estudante a fazer as perguntas adequadas, que são a base da pesquisa acadêmica”, disse a gestora.

 

A reitora ainda falou da relevância de um debate ético e amplo sobre o uso das IAs na produção científica. Ela também comentou que a UnB possui grupos de estudos e projetos de extensão voltados à formação de professores da rede pública do Distrito Federal na temática.

 

Ao finalizar, Rozana citou as melhorias que a Universidade vem implementando no tema, como a expansão da infraestrutura em pesquisa em inteligência artificial e a inauguração do laboratório multiusuário de supercomputação, criado para favorecer a capacidade tecnológica da instituição na produção científica em diversas áreas. Ela também mencionou a aquisição de novos aceleradores e o início da primeira turma de graduação em Inteligência Artificial.

 

EVENTO – O EdTechs 2026 reuniu líderes de setores públicos e privados para debater de que forma a tecnologia poderá moldar o futuro da educação brasileira. O encontro abordou diferentes temas, como infraestrutura digital para escolas, plataformas de ensino, políticas de inclusão digital e impactos das regulações sobre dados educacionais e proteção infantil.

 

Também participaram do painel com presença da reitora da Universidade de Brasília, Bruno Miranda, coordenador do curso de graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Ibmec Brasília, e Marcos Vinícius, da Teachy, plataforma de IA para alunos e professores. Ainda compuseram o debate Maria Rehder, oficial de projetos de educação da Unesco-Brasil, e Thiago Zola, diretor de Educação da Mind Lab, empresa educacional de desenvolvimento de habilidades socioemocionais e cognitivas.

 

O conselheiro Nacional de Educação, Israel Batista, também integrou o debate e apresentou novidades. “Em cerca de três meses, devemos lançar uma nova resolução sobre o uso da inteligência artificial nas escolas”, contou. Segundo ele, o foco será na proteção de dados de estudantes e na formação de professores, com texto claro e que dialogue com as normas já existentes. O objetivo é orientar a adoção da tecnologia sem criar barreiras ao avanço.

 

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