A Diretoria de Esporte e Atividades Comunitárias (Deac/DAC) anunciou, nesta terça-feira (7), no Anfiteatro 9 do campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, a chamada pública para o 18º Tubo de Ensaios. A proposta é resgatar as atividades do laboratório artístico transdisciplinar, pausadas há seis anos. Na edição de 2026, a ideia central é refletir sobre o futuro. A apresentação principal do projeto de performances experimentais está prevista para 11 de julho, no Instituto Central de Ciências (ICC). Até lá, a organização vai promover atividades de formação e ações para envolver o público. As inscrições para a fase preparatória começam em 22 de abril.
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Ainda como parte da programação prévia está a abertura de uma cápsula do tempo com mensagens escritas em 2017, ano da mais recente edição presencial do evento, que faz parte do calendário cultural da UnB desde 2001. O conteúdo vai ser revelado em 11 de junho. O Tubo chegou a ter uma edição virtual em 2020, durante a pandemia de covid-19. Em decorrência dos cuidados sanitários, todas as apresentações foram preparadas e realizadas via internet.
“O evento de hoje é um convite à participação de toda a comunidade, de todas as áreas da vivência universitária, por meio da arte, da educação artística, da vivência artística”, disse a reitora Rozana Naves, ao saudar o público e os organizadores no anúncio da chamada de retomada do projeto. Ela comentou as diferentes conotações que o nome do evento traz, numa interseção entre laboratórios e espaços artísticos, e destacou a diversidade cultural que caracteriza a Universidade.
Rozana também avaliou o tema do Tubo de Ensaios como propício para reflexões sobre desafios da instituição e da sociedade. “Discutir o futuro para nós é, sobretudo, falar desse presente que a gente constrói dia a dia na Universidade, incluindo as atividades regulares de ensino, pesquisa e extensão.”
O coordenador de Arte e Cultura (CoAC/Deac/DAC), Rafael Zonta, agradeceu o apoio da gestão superior e destacou o trabalho de formação que precede a apresentação de julho. Ele mencionou ainda os esforços da equipe da coordenação e da comissão interdisciplinar criada para viabilizar o projeto. “É um grande desafio, com a proposta de ocupação cultural, uma ocupação de democratização do acesso à cultura para a comunidade acadêmica e a sociedade do Distrito Federal”.
UM PEDACINHO DO TUBO – E a promoção da arte já foi notada desde o dia um. A abertura e o encerramento do anúncio da nova edição foram celebrados com apresentações musicais performáticas dos grupos CAL Sonora e Baque de Mulheres, e de representantes da comunidade indígena. Os sons mesclavam instrumentos artesanais, de percussão e eletroacústicos.
Durante todo o evento, a egressa de Artes Cênicas Ana Aditi pintou quadro em alusão aos jardins e à arquitetura do ICC. A obra será referência para os elementos da programação visual do evento de 2026. “O Tubo de Ensaios é isso. É essa textura, um trânsito circular com todas as linguagens, com todo respeito aos nossos antepassados, aos povos originários, à modernidade e a tudo isso”, afirmou o presidente da comissão organizadora e técnico da Deac, Magno Assis.
Segundo a comissão, o orçamento global do Tubo de Ensaios de 2026 é de cerca de R$ 250 mil. Os recursos provêm da Universidade e de emenda parlamentar específica. Saiba mais sobre a história do projeto.
Cobertura da UnBTV na apresentação da chamada para o Tubo de Ensaios
