Vanderlei Costa
A oficina A luz do futuro, ministrada por mim, Vanderlei Costa, na edição do Tubo de Ensaios de 2026, cumpriu os objetivos propostos. Performance, movimento, ação, rito, e seus desdobramentos estéticos, desde os primeiros movimentos catalogados desta linguagem, até a contemporaneidade, os grupos e nomes proeminentes, artistas decoloniais que se destacam no Brasil, com suas abordagens críticas, o corpo político, colorido, vibrante, desobediente ao status quo.
Artistas performáticos em sua potência máxima que trouxeram quebras de paradigmas, foram citados. Citei alguns exemplos de performances que executei durante minha trajetória artística. Na oficina, apresentei quatro performances breves de palco, os estudantes foram instigados a citarem suas experiências com performance, três estudantes fazem artes cênicas e um estuda música na UnB. Eu quis propor um olhar especial sobre o que é o ato performático, intervenção urbana, hapenning, teatro, onde a performance borra as linguagens e se funde a outras narrativas cênicas.
O movimento, a espiral que conduz a nossa presença universal, o ciclo, cíclico, o globo ocular, a boca, o cérebro, as células animais e vegetais, o movimento dos astros, tudo se movimenta numa espiral, nossa presença circular, o pensamento sobre a não linealidade da existência. Abordei criações intuitivas minhas, e, por fim, propus a performance coletiva intitulada Cidade possível, da invenção à implosão, em que começamos no chão, emitindo sons, o corpo foi tomando forma até ganhar estatura ereta, o edifício. Cada participante pronuncia três palavras repetidas vezes de forma não sincronizada sobre o que seria para si a cidade ideal, o corpo começa a ganhar formas curvas movimentos até sucumbir à implosão emitindo sons que representam impacto. Fim.
Para conhecer o trabalho do artista acesse seu portfólio.
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