FÓRUM

V JILAC e V CIELIN reuniram pesquisadores do Brasil e do exterior para discutir formação docente, diversidade linguística, tecnologias e cooperação acadêmica

Pesquisadores, docentes e estudantes de diferentes instituições brasileiras e estrangeiras participam da quinta edição da JILAC e da CIELINFoto: Beto Monteiro/Ascom GRE

 

A Universidade de Brasília (UnB) sediou, na terça-feira (28), a abertura da V Jornada Internacional de Linguística Aplicada Crítica (V JILAC) e da V Conferência Internacional de Estudos da Linguagem (V CIELIN). Promovidos pelo Grupo de Estudos Críticos e Avançados em Linguagens (Gecal/UnB-CNPq), os eventos reuniram pesquisadores, docentes e estudantes brasileiros e estrangeiros para discutir temas relacionados à formação de professores de línguas, educação internacional, justiça social, diversidade linguística, tecnologias educacionais e cooperação científica.

Ao longo da programação, entre 28 e 30 de julho, o encontro promoveu conferências, mesas de debate, rodas de conversa e apresentação de trabalhos, articulando diferentes perspectivas da Linguística Aplicada Crítica e dos estudos da linguagem. Entre os temas discutidos estão educação linguística crítica, translinguagem, inteligência artificial, políticas linguísticas, internacionalização e os desafios do Sul Global.

Na abertura, realizada no auditório da Faculdade de Tecnologia (FT/UnB), o chefe do Gecal, Kléber Aparecido da Silva, destacou que o evento busca fortalecer redes de pesquisa e ampliar o diálogo entre pesquisadores de diferentes países e instituições. Kléber lembrou que a jornada mantém a tradição de homenagear pesquisadores que contribuíram para o desenvolvimento da Linguística Aplicada Crítica. Nesta edição, a homenagem foi dedicada ao pesquisador Alastair Pennycook, referência internacional na área.

A vice-líder do Gecal, Paula Colucci, afirmou que a proposta do encontro vai além da divulgação científica e cria oportunidades para o intercâmbio entre diferentes experiências acadêmicas. "Reunir pessoas de diferentes países, línguas, culturas, experiências e perspectivas para pensar criticamente a linguagem é, antes de tudo, um ato de esperança", disse. Segundo ela, a linguagem ocupa papel central na construção das relações sociais, na produção de conhecimento e na busca por respostas aos desafios contemporâneos.

Durante a cerimônia, o diretor do Instituto de Relações Internacionais (Irel/UnB), Antônio Ramalho, pontuou a importância da formação crítica em um cenário internacional marcado por mudanças aceleradas. "Nunca foi tão importante desenvolver essa capacidade de empatia. Como educadores, precisamos aproveitar cada oportunidade para chamar atenção para a necessidade de uma atitude crítica", avaliou.

Representando o Instituto de Letras (IL/UnB), o diretor Cesário Alvim destacou o caráter interdisciplinar da Linguística Aplicada Crítica e sua contribuição para compreender as relações entre linguagem, educação e sociedade. "A Linguística Aplicada Crítica nos convida a reconhecer a dimensão política da linguagem e sua capacidade transformadora." Ele também defendeu uma reflexão crítica sobre o uso das tecnologias na educação, enfatizando que elas devem contribuir para processos de ensino voltados à formação humana.

Na abertura do encontro, a reitora Rozana Naves destacou que eventos científicos internacionais ampliam a cooperação entre pesquisadores e fortalecem a produção de conhecimento. "As respostas qualificadas não podem ser dadas de forma isolada. Atividades dessa natureza congregam pesquisadores de diferentes regiões, ampliam a diversidade de pensamentos e fortalecem nossas redes de colaboração."

 

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