A UnB firmou, em 10 de julho, no Salão de Atos da Reitoria, parceria com a Petronas Petróleo Brasil, subsidiária da petrolífera da Malásia. O projeto é fruto de um Acordo de Colaboração para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI), em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Tecnológica Petronas (UTP).
Intitulado Desenvolvimento de membranas seletivas para descarbonização: combinando modelagem gêmeo digital e experimentação para prototipagem industrial, o projeto será gerido pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), com envolvimento dos programas de pós-graduação em Química (PPGQ), em Sistemas Mecatrônicos (PPMEC), e em Ciências Mecânicas (PcMEC).
Responsável pela coordenação do projeto, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia (ENM/FT) Alysson Martins afirma que a parceria formará profissionais mais capacitados, terá melhorias na infraestrutura laboratorial e ranqueamento, além de aumentar a produção de artigos. “Esse é o quinto projeto que a gente tem com a Petronas e agora tivemos a assinatura simbólica deste contrato, extremamente importante para a instituição”, comemorou o docente.
Também estiveram presentes na assinatura do acordo o diretor-presidente da Finatec, Daniel Monteiro, a diretora executiva da Petronas Brasil, Suhana Sidik, e o vice-reitor da UnB, Márcio Muniz.
PROJETO – O professor Martins explica que a parceria estratégica mantida pela UnB com a Petronas desde 2021 já resultou na aprovação de diversos projetos conjuntos e na criação do Laboratório de Materiais Cerâmicos e Nanoestruturados (LMCNano), “um dos mais equipados do país”.
O projeto em andamento reúne pesquisadores de engenharia mecânica, física e química, com foco no desenvolvimento de membranas para captura de CO₂, essenciais para a mitigação de emissões na exploração de petróleo e gás. Será financiado pela Petronas, no contexto do Fundo Setorial de Petróleo e Gás Natural, gerido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O projeto envolve múltiplos níveis de pesquisa, desde a produção experimental dos hollow fibers cerâmicos na UnB até a integração com os hollow fibers poliméricos da Petronas. Também prevê estudos de modelagem e simulação em escalas macro e atômica, além de intercâmbios entre Brasil e Malásia.
“Essas membranas, denominadas hollow fibers, podem ser produzidas a partir de materiais cerâmicos ou poliméricos. A Petronas fornece hollow fibers poliméricos com seletividade limitada e a UnB desenvolve nanopartículas de zeólitas que, quando combinadas, aumentam a eficiência de retenção de CO₂”, explica o pesquisador.
Com orçamento de mais de R$ 11 milhões, a parceria ajuda a consolidar a UnB como centro de excelência em materiais avançados e tecnologias de captura de carbono. Além disso, o projeto se alinha ao posicionamento institucional quanto à sustentabilidade e preservação do planeta.
