PROCAP

Curso visa auxiliar servidores na identificação de condutas e no combate a episódios na instituição. Aulas vão até quarta (2), no auditório do Instituto de Química

Mesa de abertura do curso. Da esquerda para direita: Luciana Alves (Ouvidoria), Laene Gama (Coap/Dasu/DAC), Peterson Góes Silva (DGP) e Claudia Renault (SDH). Foto: Júlio Minasi/Secom UnB

 

A Universidade de Brasília (UnB) promove a segunda edição do curso Combate e enfrentamento ao assédio sexual e moral nas Instituições Federais de Ensino. Iniciadas nesta segunda (31), as aulas são presenciais e ocorrem no auditório do Instituto de Química (IQ) da UnB. Voltadas para técnicos e docentes, as atividades envolvem exposição de conceitos e normas, identificação de condutas e canais de denúncia, análise de situações reais e debate sobre assédio na Universidade.

A ideia é que os servidores consigam, a partir dessa vivência, perceber situações de assédio moral e/ou sexual e saber como agir para enfrentar o problema dentro da instituição. Hoje, a UnB conta com espaços dedicados ao enfrentamento do assédio, como a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), a Diretoria de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária (Dasu/DAC) e a Ouvidoria.

“Falar sobre assédio é falar sobre pessoas, respeito, dignidade, relações de trabalho e, principalmente, sobre que tipo de ambiente nós queremos construir na UnB”, destacou o decano de Gestão de Pessoas, Peterson Góes Silva, durante a abertura. “A construção de uma cultura de respeito passa por cada um de nós, pela forma como tratamos um colega e exercemos uma função de chefia, pela maneira como damos retorno sobre o trabalho de alguém, de perceber quando uma brincadeira deixou de ser brincadeira e pela coragem de não naturalizar comportamentos que podem causar sofrimento ou constrangimento”, disse.

A psicóloga Laene Gama, da Coordenação de Atenção Psicossocial (Coap/Dasu/DAC), lembrou da importância de espaços coletivos de fala, como órgãos colegiados, e de escuta às vítimas de assédio. Já a secretária de Direitos Humanos, Claudia Renault, destacou mudanças percebidas na Universidade nos últimos anos e o papel da secretaria na elaboração de estratégias e políticas para fortalecer a inclusão, a diversidade e a cultura de paz. “Agora temos alunos de escolas públicas, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, técnicos e docentes de várias regiões”, lembrou, ao apontar a necessidade de pensar formas de melhorar a convivência.

Instrutora Veruska Pacheco falou sobre a necessidade de traçar caminhos para lidar com as diferenças dentro da Universidade. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB


Luciana Alves, representando a Ouvidoria na abertura do curso, falou um pouco sobre as atividades da unidade e da importância da iniciativa. “Falar sobre assédio moral e sexual é muito importante porque cada vez mais a gente tem uma comunidade diversa que requer uma atenção que, até poucos anos, não havia. Não se falava de qualidade de vida no trabalho, da saúde mental”, disse. “A forma de combater é pela informação, porque sem informação eu não consigo identificar uma situação de assédio, ajudar meu colega e agir naquela situação”, destacou.


“A despeito das nossas realidades complexas e dificuldades, a gente tem na Universidade um espaço amplo de formação”, afirmou uma das instrutoras do curso, a professora Veruska Pacheco, que atua na instituição desde 1994 como técnica e, mais recentemente, tornou-se docente no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações. "Não será da noite para o dia, não são soluções simples. A gente tem uma Universidade muito grande, e lidar com todas essas diferenças é desafiador", observou.

SAIBA MAIS – Realizada pela Coordenadoria de Capacitação do Decanato de Gestão de Pessoas (Procap/DGP), a ação busca criar um ambiente de trabalho digno e seguro para cada trabalhador, conforme exigências legais e os princípios da administração pública. O curso tem duração de dez horas e as atividades seguem até quarta-feira (2). A metodologia inclui aulas dialogadas, estudos de caso, análise de jurisprudência, debates e dinâmicas participativas.

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