COMPROMISSO INSTITUCIONAL

Campi receberão bancos vermelhos, que simbolizam o combate à violência contra mulheres. Lançamento marca a abertura da programação #8M

 

Bancos vermelhos serão inaugurados nos campi da UnB. Placas com informações sobre canais de ajuda e frases em defesa das mulheres devem estar presentes nos assentos. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado 

 

Nenhuma a menos – mais vozes, mais acolhimentos. Esse é o tema construído a múltiplas mãos para o #8M UnB 2026, conjunto de ações da Universidade destinado à promoção dos direitos da mulher e à igualdade de gênero. Um dos destaques para este ano é a adesão ao Projeto Banco Vermelho, símbolo internacional do enfrentamento à violência contra mulheres. A partir de 9 de março, na manhã seguinte ao Dia Internacional da Mulher, cada campus passa a contar com um banco sinalizado em vermelho.

A instalação dos bancos faz parte de mobilização liderada pelo Instituto Banco Vermelho (IBV) e recebe o apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em consonância com o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio do governo federal. Em janeiro, colegiado de reitores da Andifes aprovou a iniciativa de preparar os equipamentos “como forma de dar visibilidade a uma agenda permanente de enfrentamento à violência de gênero no ambiente universitário e na sociedade”. 

Os bancos vermelhos devem conter placas com informações sobre canais de ajuda e trazer frases em defesa das mulheres. Entre as opções de texto estão “mulher não é propriedade” e “lutamos pelo feminicídio zero”, acompanhadas das proposições “sentar e refletir” e “levantar e agir”, conforme manual do IBV. Nos campi de Ceilândia, Gama e Planaltina, os bancos serão instalados nos acessos às unidades acadêmicas. No campus Darcy Ribeiro, o assento estará no Restaurante Universitário (RU).

Para a reitora Rozana Naves, a adesão à iniciativa “significa seguir atuando fortemente nas pautas da equidade de gênero, por meio de ações educativas de conscientização sobre e prevenção da violência contra as mulheres”. A gestora afirma que a ação incorporada ao #8M UnB destaca a necessidade de sensibilização da comunidade sobre o tema e reforça a importância de se denunciar casos de violência e de dar mais efetividade aos fluxos de apuração.

Movimento começou na Itália e está previsto em lei no Brasil. Secretaria de Infraestrutura e Prefeitura prepararam os bancos vermelhos nos campi. Foto: IBV  

 

“Ao lado de órgãos municipais, distritais e federais, a UnB reforça seu compromisso institucional no combate à violência contra mulheres, ampliando a visibilidade dessa agenda em espaços públicos do campus”, afirma a secretária de Direitos Humanos, Cláudia Renault. Segundo ela, a instalação dos bancos dialoga com ações desenvolvidas nos últimos anos e faz parte dos esforços contínuos “por uma Universidade mais segura, consciente e comprometida com a vida de todas as mulheres”.

Instalado pela primeira vez há dez anos, na Itália, o banco vermelho ganhou o mundo. No Brasil, está previsto na Lei nº 14.942/2024, no rol de ações de conscientização para o fim da violência contra a mulher. A pintura e preparação dos bancos nos campi da UnB são de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (Infra) e da Prefeitura (PRC). “Participar desta campanha significa reafirmar nosso compromisso com uma universidade que vai além da funcionalidade e acessibilidade. Entendemos que a estrutura física da UnB deve ser um reflexo dos nossos valores sociais”, avalia o secretário da Infra, João Victor Barros. 

MAIS EM MARÇO – A programação completa do #8M UnB foi organizada pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH). Em fevereiro, a unidade fez convite público para a apresentação de propostas de ações voltadas para o Dia Internacional da Mulher e agora consolida o que foi aprovado. A secretária Cláudia Renault destaca o envolvimento da comunidade na causa. Segundo ela, mais de 50 estudantes, docentes, técnicos e colaboradores têm participado das reuniões para a celebração da data.

A secretária enfatiza que a promoção da igualdade de gênero na Universidade está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 da Organização das Nações Unidas (ONU) e informa que a programação de março contempla “debates, materiais formativos, oficinas e outras iniciativas que buscam sensibilizar, conscientizar e acolher toda a comunidade universitária”.

“A construção coletiva das propostas para o #8M nos deixa muito orgulhosos do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Coordenação de Mulheres da SDH. Os resultados são visíveis e ultrapassam as ações do #8M, como no caso da Cuidoteca, que inauguramos recentemente”, diz a reitora Rozana Naves. “Trata-se de colocar em prática o ditado que já está popular: ‘lugar de mulher é onde ela quiser’. É papel da Universidade promover que elas estejam em toda parte e se sintam seguras e acolhidas. Que a nossa luta faça a diferença na sociedade”, completa.

 

Programação completa #8M UnB 2026 está disponível no site da SDH. Clique na imagem para acessar. Arte: Marcelo Jatobá/Secom UnB
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