ENSINO E CIÊNCIA

Espaço da Faculdade de Medicina alia ensino, pesquisa e extensão ao receber visitantes de diferentes regiões do país

Professora Karen Saad (FM) apresenta peças do museu a visitantes secundaristas. Imagem: Reprodução/UnBTV

 

O Museu de Anatomia Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) tem se consolidado como espaço de ensino, pesquisa e extensão ao reunir acervo com mais de mil peças do corpo humano. Aberto em 1977, o local recebe estudantes de diferentes níveis de ensino e regiões do país, oferecendo uma experiência prática que aproxima o público da ciência e da formação médica.

 

Durante as visitas, professores da Universidade conduzem os grupos por uma imersão no funcionamento do corpo humano: apresentam estruturas como músculos, ossos e outros órgãos, além de áreas específicas de estudo. Um dos destaques é o setor de fetologia, dedicado à análise de malformações congênitas.

Visitas ao Museu de Anatomia Humana da UnB despertam curiosidade. Imagem: Reprodução/UnBTV

 

“A fetologia é algo especial que nós temos aqui, que nem todo museu possui. É uma área voltada para o estudo de malformações e que permite aos estudantes compreenderem melhor o desenvolvimento humano”, explica o professor Carlos Aucélio, curador do museu.

 

Segundo ele, o acervo também possibilita reflexões sobre saúde e qualidade de vida. “Temos peças que comparam, por exemplo, o pulmão do fumante e o do não fumante, mostrando como o corpo é afetado por escolhas ao longo da vida”, acrescenta.

 

DOAÇÃO DE CORPOS – Parte do acervo é composta por corpos não identificados ou não reclamados, encaminhados por órgãos públicos, prática que, segundo a equipe do museu, vem sendo gradualmente substituída por iniciativas de doação voluntária.

 

“A melhor condição é aquela em que há consentimento, seja pela própria pessoa em vida ou pela família, que confia no uso científico e respeitoso dessas peças”, afirma a professora Karen Saad, vice-coordenadora do museu. A Universidade tem investido em campanhas de conscientização para ampliar esse tipo de doação, por exemplo, com a produção de materiais informativos voltados à população e a profissionais de saúde.

 

Para a estudante de Medicina Natália Maciel, o tema é fundamental para o avanço do ensino na área. “Meu objetivo é conscientizar sobre a importância da doação. Existem exemplos de sucesso no Brasil que mostram como isso pode fortalecer a formação médica e a pesquisa”, destaca.

 

INSPIRAÇÃO – Além de apoiar a formação de profissionais da saúde, o museu desempenha papel importante na divulgação científica. Escolas de diferentes estados visitam o espaço como forma de ampliar horizontes e estimular o interesse pelo ensino superior.

Estudantes de município paraense visitam o Museu de Anatomia Humana da UnB. Imagem: Reprodução/UnBTV

 

Um grupo de estudantes de Novo Repartimento, no Pará, esteve recentemente na UnB para conhecer o museu. Para o professor de História Matusalém Brito, a experiência vai além do conteúdo escolar. “O objetivo é que eles conheçam novas possibilidades, tenham contato com outras realidades e se sintam motivados a continuar estudando”, afirma.

 

O impacto da visita é percebido pelos próprios alunos. “Ter esse contato de perto dá um gás muito grande. Dá vontade de estudar ainda mais para chegar aqui”, conta o estudante Nikolas Hemilton. A aluna Gabrielly Moreira também destaca o efeito da experiência. “Quando você vê tudo de perto, amplia a sua visão do que pode aprender e conquistar”, diz.

 

AGENDAMENTOS – O Museu de Anatomia Humana da UnB recebe grupos escolares e visitantes interessados ao longo do ano. As visitas são agendadas previamente pelo site oficial do museu.

 

Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, o espaço reafirma o compromisso da Universidade de Brasília com a formação qualificada, a produção de conhecimento e a aproximação com a sociedade.

 

Confira matéria da UnBTV sobre o Museu de Anatomia Humana:

 

*com informações da UnBTV.

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