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II Seminário Nacional Conservadorismos e Militarização da Escola Pública: desafios para a educação brasileira

Avanço da militarização das escolas públicas é tema de seminário na UnB, de 20 a 22 de maio
Evento do INESC e da Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização nas Escolas (RePME) reúne em Brasília pesquisadoras(es), docentes, estudantes e ativistas de todo o país para discutir os impactos do conservadorismo na educação pública brasileira
Entre os dias 20 e 22 de maio de 2026, a Universidade de Brasília (UnB) recebe o II Seminário Nacional “Conservadorismos e Militarização da Escola Pública: desafios para a educação brasileira”, realizado pela Rede de Pesquisa sobre Militarização da Educação no Brasil (RePME), em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). O encontro ocorrerá no Auditório Dois Candangos, da Faculdade de Educação da UnB, reunindo docentes, pesquisadoras(es), estudantes e ativistas de diferentes regiões do país.
Com inscrições gratuitas, o seminário pretende aprofundar o debate crítico sobre os impactos do avanço do conservadorismo e da militarização na educação pública brasileira, fortalecendo a produção de conhecimento, o intercâmbio de experiências e a incidência política em defesa de uma educação democrática, inclusiva e comprometida com os direitos humanos.
A programação contará com mesas de debate, rodas de conversa, apresentação de trabalhos acadêmicos e uma audiência pública no Senado Federal sobre militarização das escolas públicas. O seminário também resultará na publicação de um livro com artigos de pesquisadoras(es) de diversas instituições sobre o tema da militarização das escolas. A obra tem lançamento previsto para agosto de 2026, na UnB.
Para a coordenadora da RePME e professora da Faculdade de Educação da UnB, Catarina de Almeida Santos, destaca que o seminário foi construído de forma coletiva para reunir diferentes áreas e experiências em defesa da educação pública.
“Esse é um seminário superimportante, construído em diálogo entre a rede, o Inesc e diferentes pessoas que têm contribuído historicamente para pensar uma escola democrática, inclusiva e para todas as pessoas. Estamos vivendo um momento emblemático, em que o processo de militarização das escolas se expande de forma vertiginosa e se conecta a outras pautas conservadoras que buscam destruir a ideia de escola pública. Então, os debates, as rodas de conversa e a audiência pública serão também momentos de embate, de luta e de compromisso político com outra escola e outra sociedade”, ressalta Catarina Santos.
Para a assessora política do Inesc Cleo Manhas, o avanço das escolas cívico-militares representa um desafio ao próprio marco legal da educação brasileira e ao princípio da gestão democrática.
“As escolas cívico-militares não constituem uma modalidade autônoma prevista como eixo estruturante da legislação educacional brasileira. Ao contrário, são um ruído dentro do nosso ordenamento jurídico e vão de encontro à gestão democrática garantida na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Esse modelo impede a realização de uma educação antirracista e antissexista e reforça mecanismos de controle sobre os corpos, especialmente daqueles que não se enquadram nas lógicas ultraconservadoras e neoliberais”, afirma.
Já a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), integrante da RePME e presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Miriam Fábia Alves, explica que o seminário surge em um contexto de avanço contínuo da militarização no país e da necessidade de fortalecer os espaços de articulação entre pesquisa e mobilização social.
“O seminário representa um esforço conjunto da nossa rede nacional de pesquisa sobre militarização da educação e do Inesc para, além de possibilitar um espaço para discussão das pesquisas em curso sobre o fenômeno da militarização, reunir também as experiências de militância contra a militarização das escolas. A gente vive um fenômeno crescente, que não foi barrado, e há muita dificuldade em pensar em desmilitarizar as escolas. Por isso, este encontro também pretende provocar esse debate no Legislativo, especialmente diante do que o Brasil discute para a escola pública e do cenário das eleições de 2026”, afirma Miriam Fábia.
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser realizadas por meio do formulário online. Participantes que desejarem certificado de extensão da UnB também deverão acessar o Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).
SERVIÇO
Data: 20, 21 e 22 de maio de 2025
Local: Auditório Dois Candangos - Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB)
Realização: Rede de Pesquisa sobre Militarização da Educação no Brasil (RePME) e Inesc
Inscrições gratuitas: Formulário de inscrição
Inscrição para certificado de extensão da UnB: Sistema Sigaa UnB
Confira a programação completa
● Quarta-feira (20/05)
14h - Credenciamento
18h30 - coquetel com música
19h-19h30- Solenidade de abertura
Convidados:
● Cristiane Ribeiro - Co-diretora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
● Rozana Reigota Naves – Reitora da UnB
● Catarina Almeida Santos - Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização das Escolas (RePME)
● Liliane Machado - Diretora da Faculdade de Educação da UnB
● Maria Abadia - Coordenadora da Pós-Graduação Acadêmica da UnB
● Miriam Fábia Alves - Presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e Coordenadora do Fórum Nacional de Educação
● Bernardo Kipnis - Coordenador do Mestrado Profissional da UnB
19h30- 21h30- Mesa de abertura: Conservadorismos e militarização da escola pública: desafios para a educação brasileira.
Convidados:
● Professora Ela Wiecko - UnB
● Edilene Lobo- Ministra Substituta do Tribunal Superior Eleitoral (a confirmar)
● Iana Gomes de Lima - Faculdade de Educação- UFRGS
● Moderador- Eduardo Junio Ferreira Santos - IFG- Campus Anápolis.
● Quinta-feira (21/05)
10h - Audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal: Militarização das escolas públicas - um retrocesso autoritário.
Convidados:
● Catarina Almeida Santos - Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização das Escolas
● Adriana Moreira - Instituto de Referência Negra Peregum
● Cleo Manhas - Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
● Miriam Fábia Alves - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped)
● Salomão Ximenes - Rede Escola Pública e Universidade (REPU)
● Fátima Aparecida Silva - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
Local: Ala Alexandre Costa, Sala 15 (Subsolo).
Mesas (Auditório Dois Candangos/UnB)
14h30 -16h - Mesa 1: Militarização da educação e as violências na/da/contra a escola pública.
Convidados:
● Salomão Ximenes - USP
● Viviane Merlin Moraes - Observatório Nacional da Violência contra educadores- Onve
● Gabriel Magno - Deputado Distrital
● Marisa Fefferman - Instituto de Saúde da Secretaria de Estado e Saúde do Estado de São Paulo
● Letícia Resende - União Dos Estudantes Secundaristas Do Distrito Federal
● Miriam Fábia Alves- RePME - coordenadora da mesa
16h30 - 18h - Mesa 2: Desmilitarizar as escolas e lutar por uma educação antirracista e antissexista.
Convidados:
● Susi Francis Amaral Piva - Professora da Secretaria de Educação do DF
● Cleo Manhas - Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
● Dayanna Louise - Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e Secretaria Municipal de Educação de Recife
● Aline Mascarenhas - RePME- Coordenadora da mesa
● Sexta-feira (22/05)
8h-12h – Apresentação de trabalhos (pôster, relato de experiência, comunicação oral)
14h-16h- Roda de Conversa: A militarização da educação: Conhecimento e Militâncias
Convidados:
● Luis Duarte Vieira - Cajueiro (Goiânia/GO)
● Herbert Gler Mendes dos Anjos - Sinpro/DF
● Kaithy das Chagas Oliveira - IFG- Formosa/GO
● Letícia Resende - União Dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal
16h- Sessão de encerramento
