Boletim de Saúde 04/2026 • Combate à Hipertensão


Diretoria de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária 00:00 - 00:00:00 28/04/2026 - 28/05/2026

Boletim Informativo de Saúde nº 04/2026/DAC/DASU/COAVS

 

O dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data marca a luta contra a doença crônica não transmissível definida pela elevação persistente da pressão arterial (PA) sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou da PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões e na ausência de medicação anti-hipertensiva.

 

Além da carga financeira, a hipertensão arterial (HA) é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com estimativas, entre 1990 e 2019, 1,28 bilhão de pessoas entre 30 e 79 anos em todo o mundo apresentavam hipertensão, representando 33% da população nessa faixa etária. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, 23,9% dos indivíduos com 18 anos ou mais relataram diagnóstico para HA, o que equivale a 38,1 milhões de pessoas. Em 2023, projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimaram prevalência global de 45% entre brasileiros de 30 a 70 anos, sendo 42% das mulheres e 48% dos homens. A hipertensão aumenta de forma linear com o avançar da idade, chegando a 65,1% em indivíduos acima de 65 anos.

 

No Brasil e no mundo, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, e a hipertensão é o principal fator de risco associado a elas. Em 2021, foram notificados 39.966 óbitos atribuíveis à hipertensão no Brasil. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial Sistêmica, atualizada em 2025, recomenda a classificação da pré-hipertensão para valores de PAS entre 120 e 139 mmHg ou PAD entre 80 e 89 mmHg, com o objetivo de identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas, especialmente não medicamentosas.

 

Os fatores de risco para hipertensão incluem características genéticas, idade, sexo masculino, etnia, sobrepeso ou obesidade, hiperglicemia, ingestão elevada de sódio e reduzida de potássio, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, inatividade física e apneia obstrutiva do sono. Em geral, homens a partir do final da adolescência apresentam maior prevalência da doença. No entanto, com o avanço da idade, as mulheres tendem a apresentar aumento mais acentuado da pressão arterial, podendo igualar ou superar a prevalência masculina após os 60 anos. Fatores como etnia, urbanização e condições socioeconômicas também influenciam diretamente o risco.

 

A prevenção primária da hipertensão deve ser baseada em uma abordagem centrada no indivíduo, com foco na adoção de um estilo de vida saudável. Entre as principais medidas estão o controle do consumo de álcool e tabaco, manutenção do peso adequado, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, gerenciamento do estresse e fortalecimento de vínculos sociais. Essas ações são recomendadas para todos os adultos com pressão arterial igual ou superior a 120/80 mmHg, especialmente para aqueles já diagnosticados com hipertensão.

 

O acesso à informação e aos serviços de saúde é fundamental para o acolhimento, orientação e acompanhamento das pessoas com a doença. A Unidade Básica de Saúde (UBS), no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), é a principal porta de entrada do usuário no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo responsável pela resolução da maioria dos problemas de saúde ou pelo encaminhamento à atenção especializada.

 

Na Universidade de Brasília, a comunidade universitária pode buscar atendimento e orientações nos Núcleos de Atenção e Vigilância à Saúde (NAVS), localizados no ICC Sul, no campus Darcy Ribeiro, e na Faculdade do Gama (FGA). Já a Faculdade de Ceilândia (FCE) e a Faculdade de Planaltina (FUP) devem entrar em contato com o Núcleo de Vigilância em Saúde (NVS) pelo e-mail nvsaude@unb.br ou pelo telefone (61) 3107-6785.