Gestão 2016/2020

Carlos Vieira Mota promete continuidade das atividades iniciadas pela decana anterior e estímulo à capacitação de servidores

 

A série publicada pela Secretaria de Comunicação (Secom) e pela UnBTV com os decanos da Universidade de Brasília segue com a entrevista realizada com o servidor técnico-administrativo da UnB nomeado para ocupar o Decanato de Gestão de Pessoas (DGP). Carlos Vieira Mota comenta sobre o cenário do DGP e os planos futuros.

 

Carlos Vieira Mota, atual decano de Gestão de Pessoas (DGP). Foto: Amália Gonçalves/Secom UnB

 

Ao final de maio, o servidor Carlos Vieira Mota foi nomeado para o cargo de decano de Gestão de Pessoas da UnB, anteriormente ocupado por Cláudia Araújo, ausentada por motivos pessoais. O profissional faz parte do quadro funcional da instituição há mais de 30 anos e já atuou como Diretor de Provimento e Movimentação do DGP em gestões anteriores. Antes de ser convidado para o decanato, atuava na assessoria da Reitoria.

 

Na entrevista, Mota descreve seu estilo de trabalho como democrático. "Gosto de ouvir as pessoas. O consenso fortalece o desenvolvimento da atividade. Gosto que as pessoas entendam qual é a função do decanato e compreendam que o que é feito não é diretriz do decano e, sim, da instituição", disse. Confira entrevista na íntegra a seguir:

 

Qual a proposta dessa gestão do decanato?

 

Gestão de pessoas não é estanque, então não posso cortar as ações iniciadas no período anterior, da mesma forma que a Cláudia Araújo não pôde cortar o que foi proposto no tempo anterior ao dela. Costumo dizer que temos duas cartas a seguir: a formal, a política de Estado que está nos regimentos, e a política de governo. São elas que determinam o que devemos fazer. O que ocorre é que temos de seguir a política de gestão e o que muda é o estilo de trabalho. Os programas e projetos iniciados vão continuar. Vão sofrer algumas adaptações por causa do momento, porque agora estamos com falta de pessoas e de funções. No momento, o DGP cedeu cinco pessoas do departamento para recompor emergências de outras unidades.

 

Quais são os desafios do decanato neste momento?


Temos uma pequena reestruturação do DGP. Estamos fazendo ajustes nas interfaces dos diversos órgãos do decanato, em que encontramos algumas sobreposições de funções e algumas ações não contempladas no nosso regimento, e que precisam ser ajustadas. Trata-se de demandas novas surgidas depois da estruturação do DGP, oriundas da sociedade, e que não estavam contempladas no nosso regimento.

 

Como o corte de gastos do governo federal impacta o decanato?


Nós do DGP temos uma matriz orçamentária que já é muito pequena. Então, acho que não vamos ser tão afetados. Vamos tentar alocar o recurso principalmente para a capacitação de servidores. Com o projeto de mestrado profissional da Faculdade de Planaltina (FUP), temos esse compromisso, o orçamento será suficiente para ele ser desenvolvido. Até o momento desta entrevista, o DGP não foi solicitado para fazer cortes. Nossos recursos, mesmo sendo pequenos, são muito ponderados.

 

Como será configurado o mestrado profissional?


Ainda estamos terminando de fazer alguns ajustes. Será aberta uma turma de gestão pública na FUP, exclusiva para servidores, com aulas mistas, ministradas no campus Darcy Ribeiro e em Planaltina. Temos uma sala concedida pela Prefeitura do Campus que está sendo preparada para o ambiente de aula no Darcy. Para as disciplinas ofertadas na FUP, criaremos mecanismos de transporte dos servidores para lá. Assim que o projeto pedagógico for aprovado, a expectativa é que o processo de seleção seja aberto ainda neste semestre.

 

Como estão as negociações acerca da redução da carga horária dos servidores?

 

Já temos a resolução do Conselho de Administração (CAD) aprovada em 2013. A comissão já terminou seu trabalho de base, já informamos a comunidade que pode providenciar o processo de flexibilização, condicionado à aprovação do dirigente da unidade. Havendo aprovação dentro da proposta de flexibilização da jornada de 30 horas, a comissão vai avaliar. Estando tudo de acordo e havendo mérito, será feito um ato da reitoria e o setor vai ser autorizado a flexibilizar. Claro que haverá um acompanhamento: não pode haver queda de desempenho. Pelo contrário, tem de aumentar. Porque essa é uma das contrapartidas. Esperamos que haja adesão, no sentido de que é uma necessidade da instituição e, não, do servidor. O servidor é consequência do modo de ofertar o trabalho para a sociedade. Não posso flexibilizar simplesmente para atender ao servidor. O foco é a instituição flexibilizar a jornada no sentido de aumentar o serviço de atendimento à comunidade, das 7h às 19h, como padrão. Depois, vamos analisar os casos especiais, como os da noite. A ideia é que sejam três turnos ininterruptos de trabalho. Existem alguns casos em que há necessidade de casar o projeto para o atendimento noturno, como é o caso da Biblioteca Central (BCE), do Restaurante Universitário (RU) e da segurança. Nosso objetivo é fortalecer o atendimento ao estudante. 

 

>> Confira na íntegra a entrevista da UnBTV:

 

 

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