HOMENAGEM

Ivan Marques de Toledo Camargo é professor do Departamento de Engenharia Elétrica. Graduado em Engenharia Elétrica pela UnB, mestre e doutor em Génie Electrique - Institut National Politechnique de Grenoble (França). Foi Superintendente de Regulação do Serviço de Distribuição e assessor da Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), decano de Ensino de Graduação/UnB, presidente da Sociedade Brasileira de Planejamento Energético e editor da Revista Brasileira de Energia. Tem experiência nas áreas de Energia Elétrica e Regulação. Atua nos temas: Reestruturação do Setor Elétrico, Regulação do Setor Elétrico e Energia, Máquinas Elétricas, Estabilidade de Sistemas, Geração de Energia e Regulação de Mercados de Energia.

 

Ivan Marques de Toledo Camargo

 

Se pudesse fazer três recomendações a um jovem professor, seriam: trabalhe, aprenda e aproveite as oportunidades.

O trabalho é árduo. Não se iluda. Tornar a aprendizagem atrativa e estimular o interesse pela ciência exige muito empenho. A preparação de uma boa aula é exemplo da dedicação necessária na carreira. Requer intensa leitura e muitas horas para tentar tornar simples questões complexas. Mas certamente vale a pena. A sensação ao terminar um encontro com plena interação com os estudantes é inigualável, vai muito além do dever cumprido.

O convívio com os alunos, aliás, permite descobertas diárias. É preciso estar atento aos questionamentos e aberto à renovação que os jovens trazem. É quase um clichê, mas nessa relação quem costuma aprender mais é o professor. Deve-se ter humildade para reconhecer que não há especialista absoluto e que cada nova turma representa um desafio diferente. O resultado dessa vivência em salas de aula e laboratórios geram reconhecimento e ligações que, não raro, vão para vida toda. É muito prazeroso encontrar ex-alunos bem formados e gratos aos ensinamentos do professor e da Universidade.

A terceira – e não menos importante – recomendação é para que se tenha prazer nas oportunidades oferecidas. Raras profissões garantem tanta liberdade. O professor, em especial o universitário, escolhe seus projetos. É preciso se alegrar não somente com a publicação dos resultados, mas durante todo o processo. Na caminhada da pesquisa é possível se relacionar com os melhores cientistas do mundo, participar de congressos e conhecer diferentes culturas. O valor dessas experiências é incalculável e ajudam a fazer da docência a melhor das carreiras.

Na chegada deste 15 de outubro, esses pontos de reflexão ressurgem e nos fazem constatar a beleza de ser professor, de ser professora. No honroso papel de reitor da Universidade de Brasília, tenho mais uma vez o privilégio de saudar os meus queridos colegas de profissão. Meus votos são os de que cada vez mais possamos aliar trabalho, aprendizado e satisfação. E que a UnB siga a formar os professores e os muitos profissionais que a cidade e o país precisam. Parabéns!

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